Publicada em 04/02/2012
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A quem interessa a greve da PM?


A greve deflagrada por cerca de 10 mil policiais militares na Bahia e os casos de vandalismo, com assaltos, arrastões, arrombamentos de lojas e homicídios em várias áreas da cidade, exige uma reflexão aprofundada que vai muito além da questão da criação de um plano de carreira, adicionais ou gratificação para os nossos policiais. 

O que se está discutindo não pode ser resumido apenas como a baderna de um grupo de policiais que usou métodos condenáveis para causar medo na população, e tampouco às palavras de ordem contra a PM. 

Uma coisa é certa: A reivindicação é justa e a greve é constitucional e essencial para a democracia, mas por trás da atuação desse grupo de policiais que patrocinaram terrorismo e forjaram arrastões em toda a capital baiana e em várias cidades do interior, existe a ingerência orquestrada e infiltrada de um grupo político que por anos governou a Bahia. 
Não se trata de um discurso datado, mera paranóia ou coisa parecida. Trata-se, sim, de uma preocupação legítima que tem como ponto de partida a próxima disputa eleitoral.

 Portanto, inflar uma manifestação política dentro da PM e provocar uma crise generalizada é algo muito útil e eficiente para se promover, ainda mais quando sobrevivem interesses pessoais, chegando a 20 o número de mortos na Grande Salvador nesta sexta-feira (3), de acordo com último boletim da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
 
Carolina Felippi
Autor: Carolina Felippi