O ex-assessor de comunicação do governador José Roberto Arruda, Omézio Pontes, não apareceu para depor na Superintendência da Polícia Federal sobre o mensalão do DEM. Pontes era considerado “homem de confiança” de Arruda e foi afastado do cargo no início da crise, após a deflagração da Operação Caixa de Pandora. Omezio Pontes pode remarcar a data para depor, mas se faltar por mais duas vezes será obrigado a vir no dia em que a Polícia Federal determinar.
O ex-assessor de comunicação é acusado pelo Ministério Público de ser um dos distribuidores da propina que seria arrecadada com empresários de Brasília para pagar parlamentares da base do governo, secretários e políticos. Omézio Pontes é citado pelo delator do esquema, Durval Barbosa, e aparece em pelo menos dois vídeos recebendo, segundo o depoimento de Barbosa, “mais de R$ 100 mil" da primeira vez e R$ 100 mil da segunda.
Segundo o inquérito conduzido pelo Superior Tribunal de Justiça, Omezio Pontes também aparece em uma gravação recente entre maio e junho de 2009, na sala da Secretaria de Relações Institucionais, guardando dinheiro em uma pasta preta.
Das 12 pessoas que prestaram depoimentos até agora à Polícia Federal no caso do mensalão do DEM, apenas duas responderam aos questionamentos do delegado Alfredo Junqueira.
Está previsto para a tarde desta quinta-feira (28) o depoimento do jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra. Ele é apontado como o responsável por incentivar Durval Barbosa a denunciar o esquema de corrupção no governo do Distrito Federal.
Os vídeos gravados por Durval inicialmente ficaram sob guarda de Edson Sombra, com a missão de divulga-los caso acontecesse algo ao delator do esquema. As informações são do Uol.