Publicada em 09/03/2010 Share
Quem não faz campanha paga preço por isso, diz presidente do PSDB-SP

Crédito: Google
Quem não faz campanha paga preço por isso, diz presidente do PSDB-SP

O presidente do PSDB paulista, deputado Antonio Mendes Thame, avalia que a queda do governador José Serra (PSDB) nas pesquisas de intenção de votos para eleição presidencial é resultado de sua opção por dar preferência ao governo de São Paulo neste início de ano. "Quem não faz campanha, evidentemente paga um preço por isso. Até o momento, a candidatura Dilma [Rousseff] é a única", afirmou nesta segunda-feira antes de encontro do diretório em São Paulo. Ele classificou a postura da ministra petista de ilegal.

Na avaliação de Thame, Serra pode recuperar o tempo perdido depois da desincompatibilização, que acontece até o dia 3 de abril. Ele admitiu que existe uma ansiedade da militância tucano em relação a demora do governador. No entanto, não existe "pressão", segundo o deputado.

Para justificar seu argumento de que há tempo de recuperação, o deputado explica que a campanha tucana terá três momentos. O primeiro começa quando Serra sair do cargo. A campanha propriamente dita, avalia o dirigente, só depois da convenção que irá oficializar a candidatura, em junho. Thame afirmou ainda que a campanha entra em outra fase depois do começo da propaganda na televisão.

Segundo ele, o partido deve se preocupar, no momento, em identificar os lugares em São Paulo que podem impedir que Serra tenha uma boa margem de votos. Thame disse que a eleição no Estado é fundamental para a candidatura presidencial do governador.

O deputado citou a eleição de 2006 quando Geraldo Alckmin teve quase 4 milhões de votos a mais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno e 1 milhão a mais no segundo.

Mesmo com a demora de Serra, o apoio do PPS, DEM, PTB e PMDB em São Paulo está garantindo, diz o deputado. Ele não acredita que o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), pré-candidato ao Senado, mude seu apoio para Dilma se ela continuar a crescer nas pesquisas.

Esvaziamento

Nesta segunda, a direção do PSDB paulista decidiu esvaziar a reunião marcada para a tarde desta segunda-feira para discutir as estratégias do partido para as eleições presidencial e estadual. Das 47 coordenadorias regionais que participariam do encontro, foram chamadas apenas sete das regiões metropolitanas --Grande São Paulo, Baixada Santista e Campinas. Também estavam convidados os 40 deputados do PSDB no Estado (18 federais e 24 estaduais) e os 20 membros da Executiva do diretório.

A decisão foi tomada na última na sexta-feira pela legenda, que encaminhou uma mensagem aos membros do partido informando sobre a restrição. O encontro, que não seria divulgado oficialmente, foi noticiado pela imprensa no mesmo dia. O deputado José Aníbal (PSDB-SP), pré-candidato ao Senado, ficou cerca de 10 minutos no encontro.

Em fevereiro, o partido pediu ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo para antecipar as inserções que seriam exibidas ao longo de março e maio. As propagandas aparecerão no momento que será anunciada oficialmente a pré-candidatura de Serra ao Planalto. O diretório estadual do partido também procura uma nova sede para alugar na cidade de São Paulo, que deve servir de comitê central da campanha de Serra. As informações são da Folha de São Paulo.

Autor: Além da Notícia